Com a internet mais rápida, estranhamente cada vez mais os artistas demoram a responder e-mails, não sei se por atribulações cotidianas ou outros motivos. Contudo, esse não é o caso da banda Holger, pois no mesmo dia em que enviei um e-mail para eles, o Marcelo Pata, multi-instrumentista, vocalista e compositor da banda, respondeu-me de imediato. E nessa rápida troca de e-mails uma coisa ficou muito clara: a Holger é pura diversão, mas com uma consciência ampla do que faz e de como faz. Em alguns momentos, o tom quase formal de nossa conversa não refletia a total extroversão que a banda transparece em suas músicas e nas suas atitudes virtuais. Talvez a forma como escrevi o primeiro e-mail tenha ditado o tom subsequente, mesmo assim nossa conversa rendeu.
Com o segundo álbum agendado para novembro, a Holger já mostrou ao que veio em seu debut “Sunga”, no qual misturavam guitarras, batuques e muita ginga, em sonoridades pouco usuais aqui pelos trópicos. Integrantes do coletivo Avalanche Tropical, Pata define a importância de fazer parte dele: “A Avalanche Tropical é um conjunto de artistas que têm em comum a maneira de ver a música, de maneira ampla sempre prezando pela qualidade e diversidade. Nos admiramos entre nós e temos grande prazer e orgulho de estarmos fazendo tudo isso juntos. A Avalanche nos faz querer buscar novos horizontes, pesquisar mais, trabalhar mais.”
A participação de João Parahyba, um dos mais importantes percussionistas do Brasil - que ousou nos anos 90, misturando música eletrônica à percussão - alia-se às participações de Rodrigo Gorky e Pedro D’Eryort, do Bonde do Rolê, Li Saumet, da banda de cumbia psicodélica Bomba Estéreo, Irina Bertolucci, da Garotas Suecas, entre outros. A produção de Ilhabela fica a cargo de Alex Pasternak, baterista da californiana Lemonade. Todas as participações e colaborações convergem para uma folia que rege a existência da Holger, seja na foto de capa da página do Facebook, onde os caras aparecem ao lado do Walter Casagrande ou ainda quando a banda ensina a cozinhar através de Hangout no Google+.
Dois anos se passaram desde “Sunga”: um bando de shows pelo mundo, festas e sonoridades novas, um Avalanche Tropical e antes mesmo do álbum ser lançado, a banda ainda pretende produzir três videoclipes, um deles para a canção "Ilhabela", que pode ser visto abaixo, onde a banda aparece se divertindo entre shows e viagens. Entretanto, independente das divulgações e sonoridades, uma coisa é certa: “Ilhabela” será liberado para download, assim como aconteceu com tudo que a Holger já produziu, “queremos mostrar o disco para o máximo de pessoas. A internet é um ponto chave para nós, como para qualquer artista hoje”, explica Pata.
Com o segundo álbum agendado para novembro, a Holger já mostrou ao que veio em seu debut “Sunga”, no qual misturavam guitarras, batuques e muita ginga, em sonoridades pouco usuais aqui pelos trópicos. Integrantes do coletivo Avalanche Tropical, Pata define a importância de fazer parte dele: “A Avalanche Tropical é um conjunto de artistas que têm em comum a maneira de ver a música, de maneira ampla sempre prezando pela qualidade e diversidade. Nos admiramos entre nós e temos grande prazer e orgulho de estarmos fazendo tudo isso juntos. A Avalanche nos faz querer buscar novos horizontes, pesquisar mais, trabalhar mais.”
A banda traz, no seu segundo disco “Ilhabela”, canções em português, algo que não aconteceu em Sunga, e que, segundo Pata, é uma mudança natural: “as coisas mudaram na nossa vida, como banda e como pessoas. Se o som continuasse sem mudanças, seria muito estranho. Nossa música sempre refletiu nossas vidas”. Sobre a sonoridade, Pata explicou: “O disco na verdade é, em sua maior parte, composto por batidas eletrônicas, muitas vezes somadas à percussão (que gravamos com o João Parahyba), mas as guitarras ainda continuam lá, talvez até mais que antes”. Com essa resposta minha curiosidade se aguça: percussão, eletronices e guitarras fortes?
A participação de João Parahyba, um dos mais importantes percussionistas do Brasil - que ousou nos anos 90, misturando música eletrônica à percussão - alia-se às participações de Rodrigo Gorky e Pedro D’Eryort, do Bonde do Rolê, Li Saumet, da banda de cumbia psicodélica Bomba Estéreo, Irina Bertolucci, da Garotas Suecas, entre outros. A produção de Ilhabela fica a cargo de Alex Pasternak, baterista da californiana Lemonade. Todas as participações e colaborações convergem para uma folia que rege a existência da Holger, seja na foto de capa da página do Facebook, onde os caras aparecem ao lado do Walter Casagrande ou ainda quando a banda ensina a cozinhar através de Hangout no Google+.
Dois anos se passaram desde “Sunga”: um bando de shows pelo mundo, festas e sonoridades novas, um Avalanche Tropical e antes mesmo do álbum ser lançado, a banda ainda pretende produzir três videoclipes, um deles para a canção "Ilhabela", que pode ser visto abaixo, onde a banda aparece se divertindo entre shows e viagens. Entretanto, independente das divulgações e sonoridades, uma coisa é certa: “Ilhabela” será liberado para download, assim como aconteceu com tudo que a Holger já produziu, “queremos mostrar o disco para o máximo de pessoas. A internet é um ponto chave para nós, como para qualquer artista hoje”, explica Pata.
Holger, para sanar dúvidas, é um nome comum sueco, aqui usado para uma banda ao mesmo tempo próxima e distante da Suécia, que se aproxima, com seu trabalho, tanto da Bahia quanto de Estocolmo. Talvez por isso essa lambança musical dê certo, pois a banda escuta de tudo e faz o que gosta. Com a troca de e-mails e a curiosidade à flor da pele, cheguei a uma conclusão: a Holger me soa mais verdadeira agora, pois não há jogada de marketing , não é um “vamos por um pouco de axé aqui, um tanto de brasilidade ali, porque é o hype”. Há uma sonoridade que os caras curtem e se divertem fazendo e isso soa da mesma forma para quem ouve: sem pedantismo de qualquer parte.
- Na onda do download e das divulgações, saiu essa semana a canção "Ilhabela", corre e baixa!


