A repórter Martha Mendonça aponta: “Na MTV, onde estava até agora, Adnet não chegava a 1 ponto no Ibope. Agora, prestes a receber o prêmio de Melhor Humorista de 2012, conferido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), será protagonista de seriado num horário noturno que tem de 15 a 20 pontos de audiência”. Entretanto, me questiono se Adnet terá a mesma liberdade que tinha na “eme tê vê” (como o próprio gostava de falar) para fazer seus quadros com humor natural e irreverente, mesmo com o tal um ponto de audiência.
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10 de fev. de 2013
Tirando o chorume do humor pela Porta dos Fundos
Nycolas Ribeiro
A capa desta semana da Revista Época traz Marcelo Adnet com um sorriso que parece dizer “estou muito bem de vida” acompanhado da manchete “O novo rosto do humor brasileiro”. Quase corri até o calendário para ver se eu ainda estava em 2010. Discordo da manchete e a considero ultrapassada.
A repórter Martha Mendonça aponta: “Na MTV, onde estava até agora, Adnet não chegava a 1 ponto no Ibope. Agora, prestes a receber o prêmio de Melhor Humorista de 2012, conferido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), será protagonista de seriado num horário noturno que tem de 15 a 20 pontos de audiência”. Entretanto, me questiono se Adnet terá a mesma liberdade que tinha na “eme tê vê” (como o próprio gostava de falar) para fazer seus quadros com humor natural e irreverente, mesmo com o tal um ponto de audiência.
A repórter Martha Mendonça aponta: “Na MTV, onde estava até agora, Adnet não chegava a 1 ponto no Ibope. Agora, prestes a receber o prêmio de Melhor Humorista de 2012, conferido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), será protagonista de seriado num horário noturno que tem de 15 a 20 pontos de audiência”. Entretanto, me questiono se Adnet terá a mesma liberdade que tinha na “eme tê vê” (como o próprio gostava de falar) para fazer seus quadros com humor natural e irreverente, mesmo com o tal um ponto de audiência.
3 de fev. de 2013
Minha babel cinematográfica
Renan Guerra
Há quatro anos adotei uma postura de vida: nada de filmes
dublados. Às vezes abro concessões apenas para algumas animações, pois as do
diretor Sylvain Chomet, por exemplo, só com o áudio original. Com isso,
privei-me de filmes na TV aberta, exceto pelas clássicas reprises de “A Família
Buscapé”, já que a dublagem é parte da memória afetiva que tenho com o filme.
Parece, porém, que nado contra a maré, pois a TV Cultura, por exemplo, que até
um ano atrás exibia apenas filmes legendados, passou a ter duas sessões por
semana em que exibe longas dublados e apenas uma com legendados.
15 de nov. de 2012
Entre as paredes da videolocadora
| (Foto: Renan Guerra) |
Esses dias, lendo uma das tirinhas d’O Pintinho, deparei-me com uma situação que eu ainda fingia ser uma
percepção social exagerada: o fim das videolocadoras. Mas a era do streaming chegou e nos dominou. Agora,
enquanto escrevo esse texto, relembro que faz no mínimo uns seis meses que eu
não entro em uma videolocadora, levando em consideração que esse dado cotidiano
de minha vida é, sim, relevante, já que ainda acho interessantíssimo e adoro
o hábito de alugar filmes e todo aquele ritual que isso envolve.
11 de out. de 2012
O analfabetismo cultural do brasileiro
Julianne Lopes
O brasileiro é um povo pobre! Mas não me refiro necessariamente a recursos financeiros. Certa vez o professor e ex-senador Cristovam Buarque escreveu: “até o brasileiro mais rico ostenta certa pobreza de espírito”. Estamos habituados ao consumo e à exibição de bens materiais voláteis, como se estes pudessem substituir nossa falta de afinco pelo crescimento e aperfeiçoamento da mente, afinal, como sugeriria Zygmunt Bauman, vivemos em uma sociedade que supervaloriza kits identitários numa relação de “compro, logo sou, logo existo”. Aqui no Brasil, terra de grandes escritores e dramaturgos, o apreço pela arte é difundido e estimulado, no entanto, a partir do momento que eventos culturais dependem de um investimento financeiro pessoal, tornam-se, na mente de alguns tristes brasileiros, obsoletos e desnecessários. “Pagar 50 reais por um livro, ou para assistir a uma peça de teatro é demais”. Esta argumentação é a base do discurso popular de que trato neste texto, o qual, em sua maioria, caracteriza o investimento em produtos culturais como supérfluo, e sugere que os mesmos possuem preço abusivo.
O brasileiro é um povo pobre! Mas não me refiro necessariamente a recursos financeiros. Certa vez o professor e ex-senador Cristovam Buarque escreveu: “até o brasileiro mais rico ostenta certa pobreza de espírito”. Estamos habituados ao consumo e à exibição de bens materiais voláteis, como se estes pudessem substituir nossa falta de afinco pelo crescimento e aperfeiçoamento da mente, afinal, como sugeriria Zygmunt Bauman, vivemos em uma sociedade que supervaloriza kits identitários numa relação de “compro, logo sou, logo existo”. Aqui no Brasil, terra de grandes escritores e dramaturgos, o apreço pela arte é difundido e estimulado, no entanto, a partir do momento que eventos culturais dependem de um investimento financeiro pessoal, tornam-se, na mente de alguns tristes brasileiros, obsoletos e desnecessários. “Pagar 50 reais por um livro, ou para assistir a uma peça de teatro é demais”. Esta argumentação é a base do discurso popular de que trato neste texto, o qual, em sua maioria, caracteriza o investimento em produtos culturais como supérfluo, e sugere que os mesmos possuem preço abusivo.29 de set. de 2012
Esmir Filho: sensorial e inconsciente
Aline Sant Ana
Autor de Saliva (curta-metragem), Alguma coisa assim (curta-metragem) e Os famosos duendes da morte (longa-metragem), que estão entre suas produções mais conhecidas, Esmir Filho ainda não possui uma página no Wikipédia, mas já garante boa parte de sua popularidade através das redes sociais. Com um tom intimista e, principalmente, sensitivo de compor um enredo cinematográfico, a trajetória do diretor pelo mundo dos festivais se deve a sua maestria em mostrar a complexidade com simplicidade.
Nas filmagens, o imaginário e inconsciente trazem ao reflexo do
diretor ideias mais envolventes para a composição de sua arte
|
Se o título é estranho para você, então abra o Youtube e procure um dos vídeos mais assistidos em 2009, “Tapa na Pantera”. Num primeiro instante, esta é a maior referência que posso citar do jovem diretor paulistano, para que as pessoas imediatamente comecem a lembrar de outras boas produções que ele escreveu, dirigiu ou produziu.
Autor de Saliva (curta-metragem), Alguma coisa assim (curta-metragem) e Os famosos duendes da morte (longa-metragem), que estão entre suas produções mais conhecidas, Esmir Filho ainda não possui uma página no Wikipédia, mas já garante boa parte de sua popularidade através das redes sociais. Com um tom intimista e, principalmente, sensitivo de compor um enredo cinematográfico, a trajetória do diretor pelo mundo dos festivais se deve a sua maestria em mostrar a complexidade com simplicidade.
26 de set. de 2012
A cozinha de minha avó (e das mulheres)
Renan Guerra
Tenho pensado muito na canção de Itamar Assumpção “sozinha nesta cozinha / em pé eu tomo
um café / na pia a louça suja / me lembra da roupa suja / no tanque que a vida é”, e por causa dela tenho me
lembrado que muitos domingos foram dias de almoço de família na
casa de minha avó. Neles os espaços eram ocupados de forma quase espontânea:
homens em torno da churrasqueira, que fica na área de serviço, e mulheres
reunidas na cozinha, preparando a comida e limpando a louça. Eu, com idade
intermediária entre os netos, geralmente não me adequava perto dos primos mais
velhos nem dos mais novos, acabando sempre na sala, vendo TV ou lendo algum
jornal já desatualizado.
22 de set. de 2012
O que esperar do The Voice Brasil?
Luciano Costa*
Acorrentados, No Limite, Fama, Big Brother Brasil, Hipertensão, Dança dos Famosos, Dança no Gelo, Circo do Faustão, Jogo Duro, Soletrando, Lar Doce Lar, Lata Velha, The Ultimate Fighter, e agora... The Voice. A Globo ainda tem fôlego para um novo reality? Boninho aposta que sim.
Estreia neste domingo The Voice Brasil, o novo reality show musical da Globo que promete tirar do bueiro a programação dominical da teve brasileira. Já nasceu overrated? Sim. Já virou piada? É claro. Mas reality é reality, e sempre dá audiência.
Estreia neste domingo The Voice Brasil, o novo reality show musical da Globo que promete tirar do bueiro a programação dominical da teve brasileira. Já nasceu overrated? Sim. Já virou piada? É claro. Mas reality é reality, e sempre dá audiência.
18 de set. de 2012
'Innocence of Muslims': com arte, até a lógica é inocente
17 de set. de 2012
Filmes de terror: quando o que mais te assusta é o roteiro preguiçoso
Nycolas Ribeiro
Comumente me pego reclamando com amigos
de que sinto falta de um bom filme de terror, daqueles que voltam à mente assim
que apago as luzes para dormir e me cubro da cabeça aos pés em uma pretensa
tentativa de me manter seguro de situações improváveis. Atualmente o gênero
terror tem sofrido com o uso exacerbado de clichês do nicho, roteiros
preguiçosos e um público que se contenta com sangue e carne em evidência sem
uma história instigante e psicológica por trás. Tenho a teoria de que os filmes
de terror vivem de ciclos que se iniciam e terminam ao longo de uma década, nos
quais uma ou duas boas produções se destacam, ganham ampla visibilidade, produzem
grandes retornos econômicos, sendo, por último, copiadas incansavelmente por
diretores e produtores oportunistas.
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| Wes Craven e Drew Barrymore nos bastidores de Pânico (1996) |
12 de set. de 2012
Nossa vida é um sitcom, clique para baixar
Aline Sant Ana
Nada que virá do texto a seguir é original ou cativado de criatividade. Começando pelo título, a reflexão me veio à mente quando um amigo da redação da Tudo soltou a frase em meio ao corre-corre dos nossos dias:
- Realmente, nós vivemos num sitcom! Disse ele enquanto avaliava uma das minhas expressões habituais diante de uma situação embaraçosa.
Considerando que na minha vida SÓ existem situações embaraçosas, resolvi refletir sobre a tal provocação, na condição de negar a minha semelhança com qualquer personagem atrapalhado ou nonsense das tais séries da vida cotidiana - as sitcoms.
Nada que virá do texto a seguir é original ou cativado de criatividade. Começando pelo título, a reflexão me veio à mente quando um amigo da redação da Tudo soltou a frase em meio ao corre-corre dos nossos dias:- Realmente, nós vivemos num sitcom! Disse ele enquanto avaliava uma das minhas expressões habituais diante de uma situação embaraçosa.
Considerando que na minha vida SÓ existem situações embaraçosas, resolvi refletir sobre a tal provocação, na condição de negar a minha semelhança com qualquer personagem atrapalhado ou nonsense das tais séries da vida cotidiana - as sitcoms.
10 de set. de 2012
A arte de Michael Haneke
Renan Guerra
Não assisti nem a metade dos
filmes de Michael Haneke, mas decidi me aventurar nessa reflexão sobre o cinema
do diretor. Explico-me: criei uma regra, só posso ver um filme do Haneke a cada
dois meses (agora até está perto de ver mais um, pois estes tempos quebrei a
regra e assisti a dois filmes com um intervalo de duas semanas).
Não assisti nem a metade dos
filmes de Michael Haneke, mas decidi me aventurar nessa reflexão sobre o cinema
do diretor. Explico-me: criei uma regra, só posso ver um filme do Haneke a cada
dois meses (agora até está perto de ver mais um, pois estes tempos quebrei a
regra e assisti a dois filmes com um intervalo de duas semanas).
Por que criei uma regra tão
estúpida? Por que cada obra do Michael Haneke é um tour de force pelos nossos
próprios erros, é um esmigalhar das nossas próprias incongruências e essas não
são para todos os dias, é preciso estômago para assistir as nossas agruras na
tela.
8 de set. de 2012
A simplicidade de Transmissor
Phillipp Gripp
Quem nunca teve ou conheceu alguém com vontade de ter uma banda? Seja pela fama ou pelo dinheiro. Mas e por amor? Você já conheceu alguém que sonhou em ter uma banda com o intuito de ficar perto de quem se gosta? A banda Transmissor “é a forma que um bando de amigos chegando aos trinta anos encontrou para continuarem se reunindo com frequência”, como explica um dos vocalistas, Leonardo Marques, no site deles. E esse amor é perceptível pela harmonia entre a banda mineira em qualquer música de seus dois álbuns ('Sociedade do Crivo Mútuo' – 2009 – e 'Nacional' – 2011). Foi como unir o útil ao agradável, já que, como explica Leo, em entrevista para a Tudo & Etc, “Todos vivemos e respiramos música o tempo inteiro”.
Quem nunca teve ou conheceu alguém com vontade de ter uma banda? Seja pela fama ou pelo dinheiro. Mas e por amor? Você já conheceu alguém que sonhou em ter uma banda com o intuito de ficar perto de quem se gosta? A banda Transmissor “é a forma que um bando de amigos chegando aos trinta anos encontrou para continuarem se reunindo com frequência”, como explica um dos vocalistas, Leonardo Marques, no site deles. E esse amor é perceptível pela harmonia entre a banda mineira em qualquer música de seus dois álbuns ('Sociedade do Crivo Mútuo' – 2009 – e 'Nacional' – 2011). Foi como unir o útil ao agradável, já que, como explica Leo, em entrevista para a Tudo & Etc, “Todos vivemos e respiramos música o tempo inteiro”.4 de set. de 2012
Candy Mel fala sobre as músicas de Motel
Nycolas Ribeiro
Nos bastidores da pré-entrevista
– mesmo que por telefone – fiz minha “lição de casa” e pesquisei tudo sobre o
álbum 'Motel' dos goianos da Banda UÓ. Preparei um roteiro de perguntas e liguei
para Candy Mel. Simpática, a integrante da banda pediu para eu retornar depois
de cinco minutos. Preocupado em não deixar alguma pergunta importante de fora,
aproveitei o tempo para revisar os rabiscos na folha A4. Na segunda chamada,
Mel avisou que estava pronta para a conversa, de banho tomado. Após 8 minutos
de entrevista, percebi que em nenhum momento recorri às perguntas do papel
pardo em cima da mesa.
Nos bastidores da pré-entrevista
– mesmo que por telefone – fiz minha “lição de casa” e pesquisei tudo sobre o
álbum 'Motel' dos goianos da Banda UÓ. Preparei um roteiro de perguntas e liguei
para Candy Mel. Simpática, a integrante da banda pediu para eu retornar depois
de cinco minutos. Preocupado em não deixar alguma pergunta importante de fora,
aproveitei o tempo para revisar os rabiscos na folha A4. Na segunda chamada,
Mel avisou que estava pronta para a conversa, de banho tomado. Após 8 minutos
de entrevista, percebi que em nenhum momento recorri às perguntas do papel
pardo em cima da mesa.27 de ago. de 2012
'O Estrangeiro', Albert Camus
Sofia Silva
'O estrangeiro' de Albert Camus é um daqueles livros clássicos, de autor com prêmio Nobel de Literatura, que se torna muito fácil de gostar ou odiar. Não é longo, tem lá suas 120/130 páginas dependendo da edição - que podem, com muita facilidade, serem finalizadas em uma tarde de sábado. Contudo, não se iluda, pois não é um romance que se engole com muita facilidade. Pelo contrário, podemos nos entediar quanto ao sentir na pele à passagem do tempo, os dias e meses que se correm no livro (mas não será isso proposital?).
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| Albert Camus (Foto: Reprodução) |
22 de ago. de 2012
A cena de Bethânia
Renan Guerra
“Desencana meu amor/ Tudo seu é muita dor / Vive”
Estes são versos da Bethânia que tento levar para minha vida, quase como um mantra, um lema. Ok, os versos são do Djavan na verdade, mas é Maria Bethânia quem canta e por isso dou créditos a ela. Porém não é fácil desencanar assim, já que tudo é muito drama. “Drama” este que serviu de inspiração e foi o nome dado a um dos álbuns mais lindos da cantora, no qual ela se desmancha em mágoa. E agora ela vem me dizer, em Oásis De Bethânia, para desencanar? Depois de 50 discos magoadíssimos, Bethânia me diz pra desencanar? Não, não mesmo, agora será drama, cena, exagero!
“Desencana meu amor/ Tudo seu é muita dor / Vive”
Estes são versos da Bethânia que tento levar para minha vida, quase como um mantra, um lema. Ok, os versos são do Djavan na verdade, mas é Maria Bethânia quem canta e por isso dou créditos a ela. Porém não é fácil desencanar assim, já que tudo é muito drama. “Drama” este que serviu de inspiração e foi o nome dado a um dos álbuns mais lindos da cantora, no qual ela se desmancha em mágoa. E agora ela vem me dizer, em Oásis De Bethânia, para desencanar? Depois de 50 discos magoadíssimos, Bethânia me diz pra desencanar? Não, não mesmo, agora será drama, cena, exagero!
7 de ago. de 2012
Take a trip com a música de Nicolas Jaar
Nycolas Ribeiro
Para ser sincero, não conhecia o estilo minimal antes de ser apresentado ao meu chará Nicolas Jaar. Extremamente detalhista, o minimal traz batidas eletrônicas em harmonia com sons ambientes e vozes, combinados a barulhos produzidos e bem específicos, como gotas de água pingando ou bolinhas de ping-pong quicando.
Ouvir o álbum Space Is Only Noise do nova-iorquino é experimentar uma música eletrônica bem diferente das pistas de dança, capaz de te relaxar e te conduzir por histórias das letras e melodias. Com 22 anos, Nico (como também é conhecido) é proprietário de sua própria gravadora, a Clown & Sunset.
Para ser sincero, não conhecia o estilo minimal antes de ser apresentado ao meu chará Nicolas Jaar. Extremamente detalhista, o minimal traz batidas eletrônicas em harmonia com sons ambientes e vozes, combinados a barulhos produzidos e bem específicos, como gotas de água pingando ou bolinhas de ping-pong quicando.
Ouvir o álbum Space Is Only Noise do nova-iorquino é experimentar uma música eletrônica bem diferente das pistas de dança, capaz de te relaxar e te conduzir por histórias das letras e melodias. Com 22 anos, Nico (como também é conhecido) é proprietário de sua própria gravadora, a Clown & Sunset.
3 de ago. de 2012
O falso moralismo do “lelelê”
Phillipp Gripp
Depois de uma semana conhecendo Minas Gerais - tanto o seu interior como grandes centros -, posso dizer que o estado me passou a impressão de ser um dos mais sertanejos do Brasil – desde o de raiz ao novo universitário e com uma pegada de arrocha que embala festas com seus tchus, tchas e lelelês. Assim como em Belém do Pará podemos ouvir um tecnobrega com letras extremamente escrachadas, ou uma música tradicional, daquelas bem baguais, no Rio Grande do Sul, em cada cidade de Minas ouvimos o soar de uma viola tradicional (se tivermos sorte) ou daquelas letras sem sentido algum que “em Goiânia já pegou, em Minas explodiu, em Santos já bombou”.
Depois de uma semana conhecendo Minas Gerais - tanto o seu interior como grandes centros -, posso dizer que o estado me passou a impressão de ser um dos mais sertanejos do Brasil – desde o de raiz ao novo universitário e com uma pegada de arrocha que embala festas com seus tchus, tchas e lelelês. Assim como em Belém do Pará podemos ouvir um tecnobrega com letras extremamente escrachadas, ou uma música tradicional, daquelas bem baguais, no Rio Grande do Sul, em cada cidade de Minas ouvimos o soar de uma viola tradicional (se tivermos sorte) ou daquelas letras sem sentido algum que “em Goiânia já pegou, em Minas explodiu, em Santos já bombou”.
31 de jul. de 2012
A voz e a vez de Tulipa Ruiz
Renan Guerra
Depois de lançar na rede doses homeopáticas de seu novo
álbum “Tudo Tanto”, Tulipa Ruiz disponibilizou o CD completo para download
nessa segunda (30) no seu site oficial. E a cantora paulista não desapontou em seu segundo álbum, depois do tão
elogiado “Efêmera”, Tulipa se apresenta livre e intensa no novo trabalho.
Agora ela se mostra MPB, pop, rock, psicodélica, forte e mais pop florestal ainda
(esta última tag criada pela própria cantora, para definir a amálgama do seu
som, criada a partir de suas vivências entre São Paulo e Minas Gerais).
29 de jul. de 2012
Resenha: Sobrevivente, de Chuck Pallaniuk

Gostou do filme Clube da Luta de David Fincher?
E já leu o livro do qual ele foi adaptado?
Se não. Tome nota da dica e já aproveita para engatar a leitura do segundo romance de Chuck Palahniuk – Sobrevivente, publicado em 1999. Mas, para surpresa de quem não aguenta mais ler “edição limitada” nas livrarias virtuais ele está sendo reeditado, esse ano, pela editora Leya. São 360 páginas escorrendo o mais puro humor negro chuckiniano disponíveis a partir de maio.
O enredo parte da mesma fórmula de Clube da Luta:
23 de jul. de 2012
Um ano sem Amy Winehouse
Tati Bernardo
Hoje, dia 23 de julho de 2012, completa-se um ano da morte de Amy Winhehouse. Você lembra o que fazia quando soube da morte dela? Eu estava no meu apartamento, em São Bernardo do Campo, com uma ressaca típica de sábado à tarde. O twitter aberto foi quem me anunciou a morte de Amy Winehouse. E, como boa jornalista, fui checar informações.
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