Depois de lançar na rede doses homeopáticas de seu novo
álbum “Tudo Tanto”, Tulipa Ruiz disponibilizou o CD completo para download
nessa segunda (30) no seu site oficial. E a cantora paulista não desapontou em seu segundo álbum, depois do tão
elogiado “Efêmera”, Tulipa se apresenta livre e intensa no novo trabalho.
Agora ela se mostra MPB, pop, rock, psicodélica, forte e mais pop florestal ainda
(esta última tag criada pela própria cantora, para definir a amálgama do seu
som, criada a partir de suas vivências entre São Paulo e Minas Gerais).
Esse segundo disco vem pra firmar Tulipa como um dos nomes
mais interessantes da geralmente repetitiva leva de cantoras da MPB. Com uma
mistura de ritmos e sonoridades, passeando desde a guitarra pop do Lulu Santos
até a orquestração dançante da canção “Bom”, “Tudo Tanto” fica ao lado da
produção de Céu e Karina Buhr, mostrando que as mulheres dessa nova safra podem
fazer algo diferente e nem só repetir as fórmulas galgadas por Marisa Monte.
Sempre relacionada à Gal Costa, numa comparação que era um
tanto exagerada para uma cantora novata, Tulipa deixa claro nesse novo trabalho
que tem voz para seguir os passos de Gal e quem sabe ter a mesma importância
para a música brasileira que a cantora baiana. Aliás, em “Tudo Tanto” podemos
notar uma proximidade com a carreira de Gal Costa, que foi disco a disco
compreendendo a força de sua voz e mostrando o seu poder, que gerou a clássica
afirmação de Elis Regina, “neste país, só há duas
que cantam: Gal e eu.” Ouso dizer que “Víbora” tem para Tulipa a
mesma força representativa que “Meu nome é Gal” teve para a musa do desbunde. E
é bom ouvir Tulipa, com ares de Gal Costa, sim. Mas nunca tentando ser Gal, sendo sempre tão original quanto seu pop florestal a possibilita.
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