23 de jul. de 2012

Um ano sem Amy Winehouse

Tati Bernardo

Hoje, dia 23 de julho de 2012, completa-se um ano da morte de Amy Winhehouse. Você lembra o que fazia quando soube da morte dela? Eu estava no meu apartamento, em São Bernardo do Campo, com uma ressaca típica de sábado à tarde. O twitter aberto foi quem me anunciou a morte de Amy Winehouse. E, como boa jornalista, fui checar informações.

A partir daí, bastou alguns minutos para que a timeline se enchesse de tweets sobre a inesperada (?) morte de Amy. Alguns comentários tristes, outros idiotas. E claro, não faltaram as clássicas piadinhas dos tuiteiros. Coisas do tipo: “Imagina que loco respirar a fumaça da cremação da Amy?” – @bobagento. Engraçadão. Não?!

Bom, eu não me considerado uma fã louca de Amy Winehouse. O que posso dizer é que, escutei bastante o álbum Back to Black e algumas músicas do Frank. Inclusive, ouvi o “Back to Black” naquele sábado e pensei: “Cara, que voz fudida essa mulher tem, ou melhor, tinha”. E, nesse momento a ficha caiu...triste. Ela se juntou ao “time dos 27”, assim como Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison e Kurt Cobain.

Hoje é uma data triste, sem dúvidas. Não só para os fãs de Amy, mas para todos aqueles que gostam de música. Dona de uma voz grave marcante e poderosa. Ela foi com certeza uma das maiores cantoras de todos os tempos e deixa saudade.

Algumas homenagens já foram feitas para esse “Um ano sem Amy Winehouse”. A revista britânica Q lançou um CD com um tributo ao Back to Black, com a participação de bandas como Saint Etienne, Manic Street Preachers, The Cribs e Temper Trap. O canal Mutishow exibiu ontem uma programação especial, onde foram exibidos shows e um documentário.


The Day She Came to Dingle, documentário Arena para a BBC4

A vida da cantora, como todos devem saber, foi cheia de excessos e cercada de relações conturbadas. Talvez por isso, a mais comentada entre todas essas “homenagens”, seja a tal biografia, “Amy ,  Minha Filha” (Amy, My Daughter). Escrita pelo pai da cantora, Mitch Winehouse. No livro, ele é apresentado como o seu conselheiro mais próximo, sua inspiração e melhor amigo. A biografia conta com bilhetes escritos por Amy para o pai e também entra em questões complicadas, leiam-se escândalos, da vida da cantora.

Uma parte legal é que, segundo Mitch Winehouse, toda a renda arrecadada com a venda dessa biografia será destinada à Fundação Amy Winehouse, criada após a morte da cantora. A fundação ajuda jovens com problemas como dependência química. A biografia de Amy será lançada no Brasil pela editora Record em agosto, mas já tem pré-venda em algumas livrarias.
Capas internacionais do livro de Mitch Winehouse
O pai de Amy não para por aí. Ele revelou recentemente à rádio BBC 6 Music, ter conteúdo para mais um ou dois álbuns póstumos. Segundo a revista especializada em música NME, Amy pode virar holograma (estilo Tupac Shakur no Festival Coachella. Sabe?) e fazer uma turnê holográfica. Aproveitar a moda dos hologramas, esperto esse Mitch Winehouse. Ele parece gostar de aparecer na mídia. Exageros? Boatos? Vamos esperar... Só digo uma coisa: Não acabem com a nossa Amy, linda, querida e amada nesses shows holográficos. Na verdade, eu não quero nem que existam esses shows. E vocês?