Acorrentados, No Limite, Fama, Big Brother Brasil, Hipertensão, Dança dos Famosos, Dança no Gelo, Circo do Faustão, Jogo Duro, Soletrando, Lar Doce Lar, Lata Velha, The Ultimate Fighter, e agora... The Voice. A Globo ainda tem fôlego para um novo reality? Boninho aposta que sim.
Estreia neste domingo The Voice Brasil, o novo reality show musical da Globo que promete tirar do bueiro a programação dominical da teve brasileira. Já nasceu overrated? Sim. Já virou piada? É claro. Mas reality é reality, e sempre dá audiência.
Criado pelo holandês John de Mol (Endemol), The Voice é um reality musical de sucesso na Holanda e principalmente nos Estados Unidos e Reino Unido. A primeira temporada americana foi sucesso de crítica e audiência e rapidamente o hype chegou por aqui, o vencedor da primeira edição recebeu U$ 100 mil e um contrato com a Universal Records.
Com uma dinâmica parecida com X Factor e American Idol, os participantes do The Voice são acompanhados por quatro treinadores artísticos e vocais, que também atuam como jurados. O programa é dividido em três etapas, audições (onde os participantes são escolhidos pelos jurados apenas pela voz, formando equipes treinadas por cada um deles), batalhas (formam-se duplas e apresentações, onde o técnico decide quem avança de etapa) e shows ao vivo, é quando o público começa a participar e selecionar o campeão, que irá ganhar R$ 500 mil e um álbum gravado, no Brasil, pela Universal Music.
Não pense que veremos participantes aleatórios ou inexperientes. Foram pré-selecionados pela produção do programa cerca de 100 candidatos das regiões sul, sudeste, nordeste e centro-oeste. Segundo a direção do reality, todos eles são profissionais que já estão no mercado, porém ainda não conseguiram destaque no cenário musical do país. O que isso significa? Que não veremos nenhum wannabe cantor nos constrangendo nas tardes de domingo!
Claudia Leitte, a nossa Christina Aguilera:
Carlinhos Brown, o nosso Cee Lo Green:
Daniel, o nosso Blake Shelton:
Lulu Santos, o nosso Adam Levine:
Porém, o escolhido foi Tiago Leifert, apresentador e editor-chefe do Globo Esporte em São Paulo. Se a escolha foi certa só o tempo dirá, mas não se pode negar o enorme apelo popular dele. Principal responsável pela reestruturação do jornalismo esportivo da Globo, já ganhou diversos prêmios, entre eles o de “Revelação” (2009) pela Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo e “Melhor apresentador de Televisão” (2010) pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Ao que tudo parece, levará o jeito despojado e bem-humorado para um programa bem mais condizente com seu perfil.
Não se engane em achar que os participantes dos reality shows musicais são fadados ao flop, principalmente se você acompanha Ídolos, na Record. Desde o SBT, o programa virou chacota e transformou a atração em um freak show de calouros, onde a exploração de participantes beira à ridicularização pública.
Se hoje conhecemos Kelly Clarkson, Nicola Roberts (Girls Aloud), Adam Lambert, Susan Boyle, Leona Lewis, Jennifer Hudson e Katharine McPhee, sem falar dos brasileiros Mariana Rios, Roberta Sá, Thiaguinho, Ivo Pessoa, Marina Elali, Hugo e Tiago, Rouge e Br’oz (e por que não?), devemos em grande parte os reality shows musicais.
Esse formato tem ganhado popularidade pois combina o apelo popular dos jurados, que na versão brasileira (você gostando ou não), foram escolhidos para dar conta da diversidade musical do Brasil, e principalmente o nível dos candidatos, que farão grandes apresentações mostrando ao público um talento, e não uma postura, comportamento em grupo ou força física. Não há dúvidas que The Voice fará sucesso no Brasil, o que vamos observar é a recepção dos brasileiros aos candidatos, se o programa fabricará cantores ou subcelebridades.
*Luciano Costa é jornalista e pesquisador em história da mídia, televisão e entretenimento.
Estreia neste domingo The Voice Brasil, o novo reality show musical da Globo que promete tirar do bueiro a programação dominical da teve brasileira. Já nasceu overrated? Sim. Já virou piada? É claro. Mas reality é reality, e sempre dá audiência.
Criado pelo holandês John de Mol (Endemol), The Voice é um reality musical de sucesso na Holanda e principalmente nos Estados Unidos e Reino Unido. A primeira temporada americana foi sucesso de crítica e audiência e rapidamente o hype chegou por aqui, o vencedor da primeira edição recebeu U$ 100 mil e um contrato com a Universal Records.
Com uma dinâmica parecida com X Factor e American Idol, os participantes do The Voice são acompanhados por quatro treinadores artísticos e vocais, que também atuam como jurados. O programa é dividido em três etapas, audições (onde os participantes são escolhidos pelos jurados apenas pela voz, formando equipes treinadas por cada um deles), batalhas (formam-se duplas e apresentações, onde o técnico decide quem avança de etapa) e shows ao vivo, é quando o público começa a participar e selecionar o campeão, que irá ganhar R$ 500 mil e um álbum gravado, no Brasil, pela Universal Music.
Não pense que veremos participantes aleatórios ou inexperientes. Foram pré-selecionados pela produção do programa cerca de 100 candidatos das regiões sul, sudeste, nordeste e centro-oeste. Segundo a direção do reality, todos eles são profissionais que já estão no mercado, porém ainda não conseguiram destaque no cenário musical do país. O que isso significa? Que não veremos nenhum wannabe cantor nos constrangendo nas tardes de domingo!
Os Jurados
Claudia Leitte, a nossa Christina Aguilera:
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| Torcendo para que no programa ela foque na música e não no self-made freak show. |
Carlinhos Brown, o nosso Cee Lo Green:
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| Torcendo para que não dê nenhuma zica |
Daniel, o nosso Blake Shelton:
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| Torcendo para que o programa não se torne uma fábrica de sertanejos universitários. |
Lulu Santos, o nosso Adam Levine:
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| Moves like Lulu. |
Quando as primeiras notícias sobre o The Voice Brasil começaram a circular, especulou-se que o apresentador seria Pedro Andrade, jornalista, modelo e apresentador do Manhattan Connection, programa da Globo News. Outra cotada foi Angélica, que teria sido vetada pela própria Endemol por ela já ter apresentado o Fama (Operación Triunfo), programa concorrente ao The Voice.
Porém, o escolhido foi Tiago Leifert, apresentador e editor-chefe do Globo Esporte em São Paulo. Se a escolha foi certa só o tempo dirá, mas não se pode negar o enorme apelo popular dele. Principal responsável pela reestruturação do jornalismo esportivo da Globo, já ganhou diversos prêmios, entre eles o de “Revelação” (2009) pela Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo e “Melhor apresentador de Televisão” (2010) pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Ao que tudo parece, levará o jeito despojado e bem-humorado para um programa bem mais condizente com seu perfil.
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| Tiago Leifert conduzirá o programa com a ajuda de Daniele Suzuki, responsável pela cobertura de bastidores e boletins diários sobre o andamento do programa. |
Não se engane em achar que os participantes dos reality shows musicais são fadados ao flop, principalmente se você acompanha Ídolos, na Record. Desde o SBT, o programa virou chacota e transformou a atração em um freak show de calouros, onde a exploração de participantes beira à ridicularização pública.
Se hoje conhecemos Kelly Clarkson, Nicola Roberts (Girls Aloud), Adam Lambert, Susan Boyle, Leona Lewis, Jennifer Hudson e Katharine McPhee, sem falar dos brasileiros Mariana Rios, Roberta Sá, Thiaguinho, Ivo Pessoa, Marina Elali, Hugo e Tiago, Rouge e Br’oz (e por que não?), devemos em grande parte os reality shows musicais.
Esse formato tem ganhado popularidade pois combina o apelo popular dos jurados, que na versão brasileira (você gostando ou não), foram escolhidos para dar conta da diversidade musical do Brasil, e principalmente o nível dos candidatos, que farão grandes apresentações mostrando ao público um talento, e não uma postura, comportamento em grupo ou força física. Não há dúvidas que The Voice fará sucesso no Brasil, o que vamos observar é a recepção dos brasileiros aos candidatos, se o programa fabricará cantores ou subcelebridades.
*Luciano Costa é jornalista e pesquisador em história da mídia, televisão e entretenimento.






