Elizabeth Olsen é o que de melhor a família Olsen pode oferecer ao cinema. Se por um lado as irmãs Mary-Kate e Ashley desistiram da carreira no cinema (sejamos realistas: nos inúmeros filmes nos quais elas viajaram pelo mundo, podemos salvar uns três ou quatro que possuem dignidade, os outros são apenas passatempo para uma sessão da tarde em dias muito monótonos), por outro, surge Elizabeth, que se mostra uma estrela em ascensão no cinema hollywoodiano. Olsen tem pouco mais que cinco filmes no currículo (e mais uma penca em pré/pós produção), mas já prova que é uma pérola no meio do cinema americano. Ouso até a dizer que não tínhamos nada tão interessante desde Natalie Portman (deixo a Chloe Moretz para mais adiante, ela ainda está muito nova).
Olsen fez pequenas pontas lá pelas comédias das irmãs (todas com o seu próprio personagem, melhor ainda, chamada por seu apelido de família “Lizzie”), mas consideramos sua real aparição ao mundo com dois filmes: o suspense-cabeça “Martha Marcy May Marlene” e remake de terror “A Casa Silenciosa”. Em “MMMM” (vamos abreviá-lo assim, facilita), Olsen dá vida a todas essas personagens do título e, digamos, que a nenhuma delas, num jogo complexo para o espectador, em que a atriz nos leva a crer e descrer em inúmeras coisas em pouco mais de 1 hora e meia. Fotograficamente um alento, “MMMM” nos apresenta uma Elizabeth radiante, complexa e extremamente sedutora.
No outro exemplar, “A Casa Silenciosa”, que segue numa linha de wanabe plano-sequência (uma vez que o original, “La casa muda”, é todo num só plano), eis que Elizabeth domina quase todas as cenas, nos levando a tensões apenas conduzidas por sua atuação e os parcos efeitos do filme. Após essas duas películas, a atriz segue por caminhos mais obtusos, participando da comédia-drama-indie “Liberal Arts” e do drama-suspense “Poder Paranormal”. E não é que ela se sai tão encantadora em cada um deles?
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| Lizzie ao lado de suas irmãs famosas |
Faço essa linha da breve carreira de Lizzie para que percebamos sua versatilidade e seu potencial. No cinema hollywoodiano, cada atriz se encaixa em modelos um tanto quanto pré-definidos e ali segue fazendo os mesmos personagens, numa zona de conforto. Meg Ryan e Julia Roberts em suas muitas comédias românticas, Jodie Foster em seus filmes de ação e Hylary Swank com seus dramas. Poucas são as vezes em que essas atrizes se arriscam em personagens diferentes, como Jodie Foster atuando em francês em “Eterno Amor” ou Hylary Swank toda feminina em “P.S. Eu Te Amo”. Porém, são escassas as atrizes que não tem medo de ir e vir por todos os gêneros, e nem todas que tentam se saem bem, vide Nicole Kidman, que acerta em um filme, mas erra em outros três seguidos.
Enfim, esse texto não é um solilóquio sobre as atrizes de cinema, mas sim um pequeno manifesto de amor e confiança em Elizabeth Olsen: talentosa, carismática, bonita e um tanto quanto marota. Espero que dêem atenção para esta pequena loira e deixem-na conquistar os vossos corações!
PS.: após a finalização deste texto, eis que Elizabeth surge como aposta para interpretar a Feiticeira Escarlate, na sequência de “Os Vingadores” e este seria o primeiro salto de Lizzie às grandes produções.



