Geder Parzianello,
especial para a TUDO.
Quando morei no Maranhão, estado brasileiro, aliás, que pelo IBGE de 2010 é o mais pobre da federação, vi muitos Maranhões num só. Impossível não ver a miséria e as precárias condições habitacionais, de saneamento e higiene, quando circulamos pelas regiões periféricas da capital ou pelo interior, locais que não eram trajetos litorâneos turísticos, nos quais paisagens paradisíacas como o mar, os coqueiros, as avenidas pavimentadas, a rede de hotéis de luxo e os imensos navios, tudo contrastava com as outras partes, as casas sem acabamento, habitações subumanas, esgoto a céu aberto e gente vivendo sem água potável e sem energia elétrica por toda parte. Mas estranhamente exalavam felicidade pela vida e pelo contato com a gente que vinha de fora: os tais forasteiros do Sul.
