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9 de jul. de 2014

Um despretensioso olhar sobre o nu masculino

Não é preciso uma contextualização aprofundada para afirmar que vivemos em uma sociedade sexista. Além disso, a cultura machista tenta a cada dia (se ainda for possível) despir mais o corpo feminino enquanto se horroriza com homens sem roupas. Parece ser assunto do passado, mas é mais atual do que se pensa. Quando, por exemplo, surge um projeto de nu masculino, logo ele é reconhecido como algo voltado exclusivamente para o público gay ou apenas mais um trabalho que ofende aos bons costumes da família patriarcal. E é nessa realidade já conhecida que o projeto de Gianfranco Briceño surge.

4 de jun. de 2013

Os leitores de Nova Iorque pelas lentes de Ourit Ben-Haim

Renan Guerra
 
Perdemos muito e muito tempo nos caminhos até nosso destino, esperamos demais pelo transporte público e muito passamos dentro dele. Nesse espaço, a leitura se torna uma grande companheira, um espaço de fuga do comezinho cotidiano. E é isso que as lentes da fotógrafa nova-iorquina Ourit Ben-Haim captam: a viagem pelas páginas dos livros em meio a multidão do metrô de Nova Iorque. Ourit une as fotos sob o título de "Underground New York Public Library" e acredito que não há nome melhor. Encerro aqui essas míseras palavras, pois as fotos, em toda sua simplicidade, revelam muito sobre o cotidiano das grandes cidades e da mágica da literatura.

29 de mar. de 2013

Os achados humanos de Camila

Nycolas Ribeiro


Camila Svenson por Christian Bravo Montrigaud

“- Posso tirar uma foto sua?
- Uma foto minha? Mas por que?
- Porque você me interessou.”


Com a descrição “um breve ensaio sobre desconhecidos”, a paulista Camila Svenson alimenta o Tumblr e página do Facebook de seu projeto, Achados Humanos, com fotografias de gente do cotidiano, que podem ser a sua tia de segundo grau, o taxista da praça, a filha do açougueiro do bairro ou o gurizinho do prédio que aperta sua campainha e sai correndo.

13 de fev. de 2013

LIVE FAST

Tati Bernardo


Theo Gosselin é um fotógrafo francês, moderninho, adepto da filosofia Live Fast Love Hard (numa tradução tosca “Viva rápido, ame muito”, seria algo como “aproveite o mundo intensamente”) e com um estilo nada acadêmico, ele chama a atenção para um tipo de fotografia mais experimental, que busca retratar o cotidiano e suas várias facetas.

Os amigos hipsters/ tatuados/ alternativos servem de “modelos” para a maioria das fotografias (analógicas e digitais) recheadas de emoções e sensualidade. Banheiro, sala, quarto e interiores de carros são cenários ideais para os registros num tom mais intimista, que por vezes inclui gente seminua + cigarros e solidão. As imagens podem até refletir um modo de vida “hipster” europeu, mas não é apenas isso. O trabalho de Theo Gosselin é um resgate a sutilezas do dia-a-dia e traz uma atmosfera particular de textura, cores e luzes bem trabalhadas.