7 de jun. de 2013

Paulo Leminski: Objeto Sujeito


Paulo Leminski era a poesia viva! Levava no peito os louros e as dores de ser poeta: cultuado por alguns, desconhecido para outros. Porém, este ano eis que a coletânea "Toda Poesia", lançada pela Companhia das Letras, vendeu tanto que desbancou a famigerada trilogia dos "50 Tons" dos mais vendidos e trouxe novamente Leminski para poetizar nosso cotidiano. Hoje, quando se completa 24 anos de seu falecimento, eis que planejamos uma singela homenagem a Paulo, olhando de forma mais delicada para nosso cotidiano e apresentando o poema "Objeto Sujeito" em um singelo vídeo.

Com a poesia invadindo a cidade, eis que lhes apresentamos o nosso olhar sobre Leminski:


Imagens e edição: Nycolas Ribeiro
Narração: Aline Sant Ana
Arte: Paulo Nunes

4 de jun. de 2013

Os leitores de Nova Iorque pelas lentes de Ourit Ben-Haim

Renan Guerra
 
Perdemos muito e muito tempo nos caminhos até nosso destino, esperamos demais pelo transporte público e muito passamos dentro dele. Nesse espaço, a leitura se torna uma grande companheira, um espaço de fuga do comezinho cotidiano. E é isso que as lentes da fotógrafa nova-iorquina Ourit Ben-Haim captam: a viagem pelas páginas dos livros em meio a multidão do metrô de Nova Iorque. Ourit une as fotos sob o título de "Underground New York Public Library" e acredito que não há nome melhor. Encerro aqui essas míseras palavras, pois as fotos, em toda sua simplicidade, revelam muito sobre o cotidiano das grandes cidades e da mágica da literatura.

22 de mai. de 2013

Os mineiros da Bona Fortuna

Nycolas Ribeiro

Foto: Divulgação
Esta semana a banda mineira Bona Fortuna divulgou um vídeo acústico para a música “A Solidão” e, com um vestuário que lembra os caras do Munford and Sons, André Araújo (voz e guitarra), Davi Queiroz (guitarra), Felipe D'Angelo (piano), Filipe Oliveira (baixo) e Lucas Oliveira (bateria), mostram uma harmonia musical invejável em um vídeo fotograficamente bonito, gravado no Hotel do Teatro em Ouro Preto. Influenciado pela produção audiovisual, a banda voltou a tocar no repeat do meu Media Player. 

19 de mai. de 2013

A alegria-triste de Ana Larousse

Renan Guerra


Acredito que as coisas que me conquistam aos poucos são as mais intensas, e assim tem sido com as canções de Ana Larousse, em seu lindo disco “Tudo começou aqui”. Ele me chegou em um momento certo, no qual eu precisava ser acolhido pela amargura de suas letras e pela doçura de seu ritmo. É num dia ruim, em que estamos cansados das demandas diárias e de viver em sociedade (tendo que jogar com os defeitos e artimanhas dos outros), que Ana cantarola baixinho em meus ouvidos: “A vida cansa pra valer / Eu mesma vou adoecer / Talvez antes de ter histórias pra contar / Antes de ver o amor passar / Isso deve doer.” Aí é paixão completa, pois como escreveu Luiz Felipe Leprevost, “Ana canta o que dói de um jeito que salva”.

8 de mai. de 2013

A música introspectiva do Suuns

Nycolas Ribeiro

Imagine-se em uma (boa) viagem lisérgica. Um cenário que te deixe confortável, variando entre uma festa intimista com luzes baixas no seu apartamento, ou um sexo suado ao som do seu artista favorito. Tudo em slow motion. Sorrisos e garrafas vazias. Você se chama Edie? Pode ser um sonho, o mais niilista deles. Nada precisa fazer sentido, desde que seja real para você. Deixe que as batidas eletrônicas e a guitarra afinada sejam as únicas coisas sóbrias dessa cena. Esse é o êxtase todo por trás da experiência de ouvir Suuns.

5 de mai. de 2013

O cara que dá vida aos objetos

Renan Guerra

Sabe quando você percebe carinhas pela cidade? Seja nos faróis dos carros, nas portas e janelas, ou até mesmo nos mais ínfimos objetos? Às vezes ainda imaginamos um mundo em que os objetos falam e tem sensações assim como humanos, numa fábula à la “A Bela e a Fera”, na qual xícaras, talheres e castiçais saem por aí cantarolando e dançando. Pode soar como coisa de criança, porém foi numa dessas, quando o papel higiênico chegou ao fim e sobrou apenas o rolinho de papelão, que Guilherme Bandeira deu start no seu projeto Objetos InAnimados. “O papel acabou e me coloquei no lugar daquele rolinho que tinha se libertado do ‘rolo’ em que estava. Já na prancheta, resolvi criar um diálogo entre o rolo liberto e o rolo ainda preso nos papeis... A partir daí nunca mais consegui ver os objetos da mesma maneira”, revela o publicitário.